Um morto e dois feridos graves após desabamento de mina em Moçambique

  • 09/01/2026

O incidente ocorreu na manhã de quinta-feira, quando um grupo de pessoas invadiu uma mina para explorar os recursos, com populares a contabilizarem mais de 100 pessoas no local. Contudo, há registo de que apenas três dos feridos, todos de sexo masculino, deram entrada no Hospital Provincial de Manica.

 

"Houve um que foi transferido de imediato para os serviços de reanimação e pela gravidade da lesão que tinha veio a falecer [esta madrugada]", disse fonte do hospital, avançando que outros dois foram encaminhados para enfermaria de cirurgia.

Um dos pacientes continua em estado crítico nos cuidados intensivos, segundo a mesma fonte.

O incidente sucede numa altura em que vigora a medida do Governo de suspensão de atividades mineiras, como forma de travar a erosão e o arrastamento de terras, face aos impactos ambientais da atividade desordenada.

O Governo moçambicano anunciou, em dezembro, que as mineradoras tinham 90 dias para repor e estabilizar solos, bem como restaurar os caudais de rios afetados pela mineração. O ministro dos Recursos Minerais e Energia recordou estarem em curso medidas para travar a degradação ambiental devido à exploração mineira.

Segundo Estêvão Pale, na província de Manica, onde a mineração foi suspensa, a Agência de Controlo de Qualidade Ambiental notificou em 28 de outubro "25 empresas mineiras para iniciarem o processo de reabilitação das áreas e reposição dos solos degradados resultantes das suas atividades de exploração", enquanto na província de Tete uma comissão multissetorial avaliava o incumprimento dos planos ambientais.

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, afirmou, em 17 de setembro, que a mineração está a causar um "desastre ambiental" na região, admitindo a suspensão total da atividade.

A suspensão das licenças mineiras em Manica ocorre após o executivo ter apreciado o relatório do comando operativo das Forças de Defesa e Segurança (FDS) que trabalhou naquela província entre 17 e 19 de julho, para avaliar a situação ambiental face à mineração.

A comissão constatou no terreno uma "mineração descontrolada" feita por operadores licenciados, com empresas a operar sem plano de recuperação ambiental e sistemas de contenção de resíduos, além de violações dos direitos dos trabalhadores.

O executivo classificou então como crítica a situação ambiental em Manica, apontando para a "grave poluição" dos rios que apresentam "águas com coloração avermelhada, turva e opaca", resultante de lavagem direta de minérios e despejo de resíduos desta atividade sem qualquer tratamento.

Perante este cenário, o Governo criou uma comissão interministerial, que integra os ministérios da Defesa, dos Recursos Minerais e Energia, do Interior, dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, das Finanças, da Economia, da Agricultura, Ambiente e Pesca, da Saúde, da Justiça e do Trabalho, Género e Ação Social.

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FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2916607/um-morto-e-dois-feridos-graves-apos-desabamento-de-mina-em-mocambique#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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