Trump assina ordem para proteger receitas petrolíferas de Caracas nos EUA
- 10/01/2026
A ordem, assinada na sexta-feira - menos de uma semana depois de as forças norte-americanas terem capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas - visa "promover os objetivos da política externa dos EUA", afirmou a Casa Branca, em comunicado.
A receita, mantida em fundos de depósito de governos estrangeiros, deve ser utilizada na Venezuela para ajudar a criar "paz, prosperidade e estabilidade", acrescentou na mesma nota.
Na sexta-feira, Donald Trump reuniu gigantes globais do petróleo e do gás na Casa Branca, incluindo muitas empresas norte-americanas, além da italiana Eni e da espanhola Repsol, anunciado que os Estados Unidos vão decidir a quem darão licença para explorar os vastos recursos de hidrocarbonetos da Venezuela.
"Tomaremos a decisão sobre quais as empresas petrolíferas que irão para lá, quais permitiremos que o façam, e firmaremos um acordo com essas empresas. Provavelmente, fá-lo-emos hoje ou pouco depois", disse Trump.
"Uma das razões pelas quais não podiam ir para lá [Venezuela] era a falta de garantias. Não havia segurança, mas agora têm segurança total", sublinhou Trump.
Caracas possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com mais de 300 mil milhões de barris, de acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), mas a produção atual é baixa, limitada a um milhão de barris por dia, após décadas de falta de investimento que deixaram as infraestruturas petrolíferas em mau estado.
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