Síria: Ofensiva em Alepo compromete negociação com Damasco
- 08/01/2026
Abdi criticou o envio de tanques e artilharia para bairros da cidade, os ataques contra civis e a expulsão forçada de populações, afirmando que estas ações comprometem o processo de negociações em curso, de acordo com uma mensagem divulgada na rede social X.
O dirigente curdo considerou ainda inaceitável a utilização de "linguagem de guerra" e de operações militares para impor soluções unilaterais, numa altura em que decorrem contactos sobre a integração das FDS no Exército sírio.
Abdi associou a ofensiva em Alepo (norte) a outros episódios de violência atribuídos às forças governamentais e a aliados islamitas, incluindo ataques contra a minoria alauita na costa mediterrânica da Síria no início do ano passado e confrontos recentes em Al-Suwayda, no sul do país, que terão causado centenas de mortos.
Para o líder das FDS, os confrontos em Alepo já causaram perto de uma dezena de mortos civis, de acordo com estimativas divergentes das autoridades sírias e das forças curdas, e estão a abrir caminho a "mudanças demográficas graves" nos bairros predominantemente curdos de Sheikh Maqsoud e Ashrafieh.
Abdi afirmou trabalhar há vários dias com diferentes partes para tentar suspender os ataques, sem adiantar pormenores sobre o conteúdo das negociações.
Em comunicado, as FDS acusaram as forças governamentais de terem lançado um "bombardeamento generalizado e indiscriminado" com recurso a tanques, artilharia pesada e drones, acrescentando que a ofensiva foi repelida e que os atacantes sofreram pesadas baixas humanas e materiais.
Os confrontos em Alepo aumentaram os receios de uma escalada regional, com a Turquia a manifestar apoio às autoridades de Damasco e Israel a posicionar-se ao lado das forças curdas sírias.
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