Roberto Martínez tem três pilares para trabalhar com os melhores do mundo
- 08/01/2026
"Vou partilhar a nossa metodologia para os melhores do mundo, as suas posições, é criar um ambiente de alto rendimento, uma exigência no ambiente. E há três aspetos muito importantes para trabalhar um grupo de pessoas", defendeu Roberto Martínez.
O primeiro, continuou, "é a clareza num sentido comum, parece fácil, mas é importante que todos os membros da equipa percebam claramente o seu papel, dentro e fora do relvado" e, por isso, defendeu que "clareza é essencial".
"Segundo. Falamos de equipas, mas começa com uma pessoa, uma meta, um foco individual. O atleta tem sonhos, objetivos. Joga na seleção por orgulho, para mostrar a sua carreira, por dinheiro. Seja qual for o motivo é importante aliar o objetivo pessoal ao sucesso da equipa", defendeu.
O terceiro aspeto, concluiu, "é medir e melhorar constantemente", ou seja, "é um aspeto muito objetivo que é medir o que acontece, e medir no relvado, para melhorar".
"Alinhar aspetos de clareza, alinhar o objetivo individual ao sucesso da equipa e medir e melhorar constantemente é como utilizar a força num grupo de pessoas que tem um tempo limitado para um objetivo comum", resumiu
O selecionador, de 52 anos, falava no arranque da comemoração dos 100 anos da Associação de Futebol de Viseu.
Pela primeira vez presente na cidade beirã, Roberto Martínez falou para uma plateia diversificada, de estudantes a governantes, a forças de segurança e dirigentes, e atletas e treinadores, inclusive o selecionador feminino, Francisco Neto.
O espanhol deixou ainda um alerta para "um desafio existente" no país, com a presença de "muito talento nas academias sem que haja oportunidades para jogar" e lembrando os campeões mundiais de sub-17 defendeu que "é preciso fazer com que joguem nas equipas profissionais" em Portugal.
"Falamos muito da formação. A percentagem de jogadores que ganham o Mundial de sub-17 é muito baixa e os que chegam a ter uma carreira profissional, num patamar sénior em algum clube, é muito, muito baixa e nós precisamos de melhorar", desafiou.
Para Martínez, "Portugal está a fazer na formação é exemplar, excelente" em que os jogadores portugueses "são muito equilibrados, competitivos e também com muita técnica".
"Como é que se pode utilizar que há agora em Portugal", questionou o 'timoneiro' da equipa das 'quinas', vencedor da Liga das Nações em 2025, ambicionando "50 jogos de oportunidades a esses miúdos", para "continuar o trabalho da formação que é o futuro da seleção" portuguesa.
Martínez sucedeu a Fernando Santos após o Mundial2022, tendo levado a seleção lusa aos quartos de final do Euro2024 e à conquista da Liga das Nações, antes de enfrentar o Mundial2026, no qual vai defrontar no Grupo K a Colômbia, o Uzbequistão e o vencedor o vencedor do caminho 1 do play-off intercontinental (Jamaica ou Nova Caledónia ou RD Congo).
















