Resposta na Saúde está melhor? "Estas declarações revelam falta de noção"
- 08/01/2026
"Eu acho que estas declarações revelam falta de noção. (...) Eu acho que é inquestionável que a situação se está a degradar", afirmou António Filipe em reação à intervenção feita por Luís Montenegro durante o debate quinzenal na Assembleia da República.
O candidato apoiado pelo PCP e pelo PEV já tinha falado hoje sobre as falhas na saúde, a propósito da morte de três pessoas alegadamente por atrasos na assistência pré-hospitalar, e voltou ao tema, depois do debate no parlamento.
António Filipe não ouviu o debate por estar em ações de campanha, mas afirmou não se recordar de uma "situação tão grave como esta" que se está a atravessar nas urgências hospitalares, apontando para "uma inquestionável" degradação "que se acentuou nos últimos tempos".
Luís Montenegro anunciou a aquisição de 275 novas viaturas para o INEM, num investimento de 16,8 milhões de euros, respondeu a críticas da oposição sobre os problemas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e das urgências hospitalares e afirmou que a capacidade de resposta hoje é melhor do que há um ano.
"Eu acho que pior do que está hoje era quando não tínhamos o SNS. O SNS foi um grande passo, designadamente em matéria de indicadores relativos à política de saúde, em matéria de mortalidade infantil, assistimos à erradicação de várias doenças que deixaram de existir por via da vacinação", referiu António Filipe.
O ex-deputado comunista disse que o SNS "foi um grande passo em frente".
"A situação em que vivemos hoje torna evidente que existe uma estratégia e que tem vindo a ser posta em prática pelas políticas governamentais seguidas, no sentido de degradar o SNS e, com isso, beneficiar o negócio privado da doença", defendeu António Filipe.
O candidato disse que é preciso que haja "uma viragem política que valorize o SNS, o que "não está a ser feito", e considerou que o primeiro-ministro "tem que assumir a responsabilidade".
O candidato presidencial falava aos jornalistas depois de um encontro com mulheres, no centro de Lisboa, onde falou de discriminação laboral e a violência, nomeadamente doméstica, e defendeu que a "igualdade é um princípio a atingir".
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde e a campanha eleitoral decorre até 16 de janeiro.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
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