Primeiro-ministro etíope discute reforço da cooperação com a China
- 08/01/2026
Ahmed recebeu Yi no Palácio Nacional, na capital, Adis Abeba, na tradicional primeira viagem anual da diplomacia chinesa a África.
"A Etiópia e a China têm uma relação sólida há décadas, que se fortaleceu recentemente com a sua ascensão a uma parceria de cooperação estratégica para todos os tipos de circunstâncias", afirmou o líder do segundo país mais populoso de África (mais de 130 milhões de habitantes) na sua conta na rede social X.
Ahmed abordou com Yi "diversos temas de cooperação para o desenvolvimento" e ambos reiteraram o seu "compromisso comum com o impulsionar do desenvolvimento".
"Também abordámos o aprofundamento da cooperação em economia, comércio, infraestruturas, energia e transportes, bem como o aproveitamento do potencial de colaboração em áreas emergentes como o comércio eletrónico, a economia digital, a inteligência artificial e as energias renováveis", acrescentou o primeiro-ministro etíope.
Ahmed recebeu o ministro das Relações Exteriores chinês por ocasião da sua visita oficial de dois dias à Etiópia.
Em Adis Abeba, está previsto que Yi também participe na cerimónia de lançamento do Ano de Intercâmbios entre os Povos da China e de África na sede da União Africana (UA), conforme anunciado na quarta-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.
O chefe da diplomacia chinesa iniciou na quarta-feira um périplo que também o levará à Somália, Tanzânia e Lesoto até 12 de janeiro, de acordo com o ministério.
A visita dá continuidade a uma tradição de 36 anos em que África é o primeiro destino no estrangeiro do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês no início de cada ano, o que destaca o compromisso de Pequim com o continente, com o qual o gigante asiático mantém relações diplomáticas há sete décadas.
A China, que executou inúmeros projetos de infraestruturas no continente nas últimas décadas, é o maior parceiro comercial de África há pelo menos 15 anos, com um volume de trocas que ultrapassou os 2,1 biliões de yuans (cerca de 260 mil milhões de euros) em 2024.
No entanto, algumas vozes também criticam a estratégia do gigante asiático no continente pelas chamadas "armadilhas da dívida", devido ao suposto uso estratégico da dívida para tornar os países africanos reféns das exigências da China.
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