ONU espera que se "prestem contas" após morte pelas mãos do ICE
- 08/01/2026
Numa conferência de imprensa, o porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou que "quem quer que tenha visto o vídeo [da morte de Renee Good] terá ficado preocupado", e sublinhou que a ONU espera que os responsáveis "prestem contas por isso".
Na quarta-feira, um agente do ICE matou a americana Renee Good, de 37 anos, depois de ter disparado várias vezes sobre ela enquanto a mulher tentava manobrar o seu carro, no meio de protestos contra a presença do corpo federal na cidade do norte do país.
As escolas públicas da cidade cancelaram as aulas por esta semana por motivos de segurança, enquanto centenas de manifestantes tomaram as ruas de Mineápolis com protestos, acusando os agentes federais anti-imigração do ICE de serem "assassinos".
O governo dos Estados Unidos enviou, desde o início de dezembro passado, cerca de 2.000 agentes federais para Mineápolis. A cidade mais populosa do estado de Minnesota já foi palco de protestos contra a violência policial, quando, em 2020, foi palco do assassinato de George Floyd, a pouco mais de um quilómetro de onde ocorreu o de Renee Good, por um polícia, que desencadeou uma onda de protestos antirracistas em todo o país.
Em 2003, os EUA criaram o Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês), agência responsável por identificar, deter e deportar imigrantes em situação irregular, bem como investigar crimes como tráfico de pessoas ou contrabando transnacional.
Desde a sua criação, o ICE tem acumulado numerosas críticas e denúncias por discriminação e racismo, que dispararam desde o início do segundo mandato de Donald Trump, que o transformou na ferramenta fundamental da sua política de deportações em massa.
Além do aumento de efetivos para as operações em comércios, associações e locais de trabalho, o ICE beneficia de uma interpretação mais restritiva dos direitos dos imigrantes, que permite aos agentes detenções e deportações sem controlo judicial.
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