Nobel da Paz Bialiatski pede manutenção da pressão sobre a Bielorrússia
- 08/01/2026
Durante uma visita ao Instituto Nobel, Bialiatski afirmou que a libertação de detidos políticos é atualmente "a questão mais importante", sublinhando que defensores dos direitos humanos, jornalistas e ativistas continuam presos no país.
O opositor de 63 anos defendeu que é essencial manter a pressão sobre o Governo bielorrusso e sobre o Presidente Alexander Lukashenko, para que todos os presos políticos sejam libertados.
Bialiatski foi libertado a 13 de dezembro, no âmbito de um acordo entre Minsk e Washington que incluiu, entre outras medidas, a suspensão de sanções económicas impostas pelos Estados Unidos à Bielorrússia.
O ativista encontrava-se detido quando o Comité Nobel lhe atribuiu o Prémio Nobel da Paz de 2022, distinção partilhada com a organização russa Memorial e o Centro Ucraniano para as Liberdades Civis.
A sua mulher, Natalia Pinchuk, representou-o na cerimónia de entrega do prémio, realizada a 10 de dezembro de 2022, tendo Bialiatski recebido agora pessoalmente o diploma Nobel e agradecido aos membros do Comité.
O dissidente confessou ter ficado surpreendido com a atribuição do prémio, referindo que, apesar de saber que estava entre os nomeados, nunca pensou que pudesse ser o escolhido.
Segundo a organização de defesa dos direitos humanos Viasna, fundada por Bialiatski, a Bielorrússia mantém ainda mais de mil presos políticos, num país governado desde 1994 por Lukashenko, aliado próximo do Presidente russo Vladimir Putin.
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