Navios da China, Rússia, Irão e África do Sul em exercício militar

  • 09/01/2026

Segundo o exército sul-africano, esta operação, batizada de "Vontade de Paz 2026" e conduzido pela China, visa "garantir a segurança do transporte marítimo" e "aprofundar a cooperação" entre os membros do bloco, estando previsto que os exercícios decorram até 16 de janeiro.

 

A frota naval, que conta com navios chineses, russos e iranianos, inclui o contratorpedeiro chinês Tangshan, de 161 metros de comprimento, e conta com a previsão de envio de navios pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), enquanto países como o Brasil, Indonésia e Etiópia participam na qualidade de observadores.

Um porta-voz das forças armadas sul-africanas afirmou que não era possível confirmar todos os países participantes, como a Índia, Egito e Arábia Saudita, nos exercícios.

O Ministério da Defesa da África do Sul salientou que este exercício naval "não tem nada a ver com a Venezuela", descartando qualquer ligação com as apreensões de navios ao largo do país da América Latina, que Washington começou em dezembro, antes de destituir o chefe de Estado venezuelano, Nicolas Maduro.

"Este exercício estava em preparação desde 2025 e foi adiado devido à cimeira do G20 que se realizou no mesmo período" em Joanesburgo, África do Sul, acrescentou.

Uma tentativa de apaziguamento sem efeito sobre os Estados Unidos, que boicotaram esta primeira cimeira do grupo dos 20 países mais desenvolvidos realizada em África.

O bloco de países emergentes que são os Brics+ foi acusado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, de conduzir políticas "antiamericanas".

Em fevereiro, Trump, afirmou, num decreto, que a África do Sul apoia "maus atores no cenário mundial" e destacou as suas relações com o Irão como uma das razões para os EUA cortarem o financiamento ao país.

De acordo com o investigador do Instituto de Estudos de Segurança de Pretória Priyal Singh, "Washington tem Pretória na mira desde o início da atual administração Trump" e "a imagem veiculada pelos próximos exercícios navais provavelmente será usada pelos decisores políticos em Washington como um exemplo perfeito para mostrar por que as relações bilaterais com a África do Sul devem ser revistas".

A África do Sul há muito afirma seguir uma política externa não alinhada e permanecer neutra, mas a presença russa no extremo sul do continente africano já prejudicou as suas relações com os EUA anteriormente.

Estes exercícios navais devem acrescentar ainda mais tensão as relações entre os EUA e a África do Sul, que é a economia mais avançada da África e uma voz de liderança no continente.

A complexidade do evento é ainda reforçada pela participação da marinha iraniana num período de crescente instabilidade interna e protestos contra a liderança da República Islâmica no país.

O exército sul-africano foi criticado por ter organizado exercícios semelhantes com a Rússia e a China em 2023, que coincidiram com o primeiro aniversário da invasão da Ucrânia pela Russia.

Os membros do grupo BRICS são o Brasil, China, Rússia, Índia e a África do Sul, membros de longa data, enquanto o Irão, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos aderiram ao grupo em 2024.

Leia Também: China regista maior aumento de inflação desde 2023

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2916634/navios-da-china-russia-irao-e-africa-do-sul-em-exercicio-militar#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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