NATO assegura que aliança está "longe de uma crise"
- 09/01/2026
O presidente norte-americano, Donald Trump, tem insistido que os Estados Unidos vão tomar o controlo da Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, para garantir a segurança contra a China e a Rússia.
"Até à data, isso não teve impacto no meu trabalho a nível militar, por isso diria simplesmente que estamos prontos para defender cada centímetro da Aliança, hoje como sempre", disse o líder de operações da organização, o general norte-americano Alexus Grynkewich.
"Considero que estamos longe de estar numa situação de crise", afirmou, em declarações feitas na Finlândia.
A Dinamarca --- reino que inclui a Gronelândia --- é membro da NATO e um ataque norte-americano contra qualquer membro da Aliança Atlântica significaria "o fim de tudo", alertou esta semana a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen.
A Casa Branca, embora não tenha descartado a opção militar, indicou que Trump estava ativamente a ponderar a compra da vasta ilha ártica, sem especificar que forma poderia tomar esta transação.
Além disso, Donald Trump reconheceu, numa entrevista dada na quinta-feira ao jornal The New York Times, que talvez tenha de escolher entre preservar a integridade da NATO e controlar o território dinamarquês.
Questionado sobre estas declarações em Vantaa, cidade a norte de Helsínquia, o Comandante Supremo Aliado recusou comentar o "aspeto político" da questão da Gronelândia.
"Estamos a tentar impedir qualquer ação contra o território da Aliança. Penso que estamos a conseguir. Vemos isso todos os dias", sublinhou.
As declarações do Presidente norte-americano sobre a Gronelândia preocupam os membros europeus da NATO, que as consideram uma ameaça existencial à aliança de defesa.
A Dinamarca já recebeu declarações de apoio da Itália, França, Alemanha, Polónia, Espanha e Reino Unido para fazer face às exigências de Trump.
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