Mortes por atraso no socorro? Marcelo pede "esclarecimento rápido"
- 08/01/2026
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta quinta-feira que é necessário um "esclarecimento o mais rapidamente possível" sobre as três mortes ocorridas ao longo dos últimos dias devido a atrasos no socorro.
"O esclarecimento sobre isso o mais rapidamente possível é importante para a opinião pública reagir de uma forma fundamental, que é acreditar no Serviço Nacional de Saúde", afirmou, em declarações à SIC Notícias.
Questionado sobre se "há lugar para ministra da Saúde no Governo", Marcelo que "é o primeiro-ministro que decide sobre o que é preciso fazer no Governo" e recordou que Portugal irá escolher um novo Presidente da República em breve.
Já em declarações transmitidas no "Jornal Nacional" da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que tem de haver "uma explicação, um esclarecimento, o mais rápido possível", sem especificar - no excerto que foi transmitido - por parte de quem.
"Eu sei que não é fácil para se saber exatamente o que se passou, mas o deixar passar muito tempo é negativo para a reação da opinião pública", advertiu.
Num outro excerto transmitido pela TVI, o chefe de Estado referiu que "o senhor primeiro-ministro já anunciou hoje que há mais ambulâncias" e disse esperar que "estejam localizadas onde devem ser localizadas, que haja uma capacidade de resposta".
"Se há problemas a resolver em termos financeiros, que sejam resolvidos; se há problemas operacionais, que sejam resolvidos, porque as pessoas precisam de certezas, precisam realmente de esclarecimento e de certezas, como quem diz: se isto me acontecer a mim?", acrescentou.
Recorde-se que uma mulher morreu, na quarta-feira, em Sesimbra, após esperar mais de 40 minutos por socorro, no mesmo dia em que um homem, em Tavira, faleceu após estar mais de uma hora à espera de socorro. Na terça-feira, também foi registada a morte de um homem, no Seixal, que aguardou três horas por uma ambulância.
Luís Montenegro admitiu hoje que a responsabilidade política pela situação na saúde é primeiramente sua, em resposta a Rui Tavares, do Livre, que defendeu que a ministra da Saúde só se mantém por ser um "para-raios" para o primeiro-ministro.
Entretanto, considerou incorreto fazer "uma diabolização" do estado da saúde, de maneira a incutir uma intranquilidade e desconfiança nos portugueses.
O Ministério Público instaurou um inquérito ao caso do utente que morreu na terça-feira no Seixal.
Na quarta-feira, o presidente do INEM, Luís Cabral, descartou responsabilidades do instituto, insistindo que 15 minutos depois foi tentada a ativação de um meio para o local, mas não havia ambulâncias disponíveis.
Luís Cabral atribuiu a falta de resposta atempada à retenção de macas nos hospitais, que seguram as ambulâncias, não podendo depois dar resposta a outras situações.
















