Moedas defende que Marques Mendes "é a pessoa" que portugueses querem
- 09/01/2026
Carlos Moedas falava à entrada para um almoço com o candidato presidencial apoiado por PSD e CDS-PP, que juntou num restaurante em Lisboa os autarcas sociais-democratas de Lisboa, Sintra, Marco Almeida, e Cascais, Nuno Piteira Lopes.
O autarca da capital, que anunciou o apoio a Mendes antes de ele próprio ter formalizado a candidatura a Belém, alertou que "nos momentos muito difíceis no mundo" são necessárias "pessoas que tenham a experiência, que tenham a serenidade, que tenham a capacidade".
"Aquilo que nós vemos é um populismo que cresce, à direita e à esquerda, que cria personagens políticos que não têm qualquer experiência. A única experiência que têm é de falar, de dizer mal, de criar narrativas, mas não têm experiência do dia-a-dia", criticou, sem nomear qualquer adversário de Marques Mendes na corrida às presidenciais de 18 de janeiro.
Moedas defendeu que "há uma grande diferença entre fazer campanhas e governar" e decidir.
"Há quem saiba fazer grandes campanhas, dizer grandes coisas, mas o que as pessoas querem hoje não é isso. Querem alguém que tenha a confiança, que no momento certo, tome as decisões certas", disse, considerando que Luís Marques Mendes "é essa pessoa, uma pessoa que os portugueses conhecem, conhecem a sua vida, que conhecem o seu percurso".
O autarca da capital reiterou a mensagem passada por outros dirigentes do PSD de que "não se podem desaproveitar votos" nestas presidenciais.
"Temos que votar naquele que queremos que seja o Presidente da República, que represente melhor o país, que o represente de uma forma equilibrada. Eu vejo em Luís Marques Mendes essa moderação tão necessária hoje na política, que olha para os assuntos nos vários ângulos, sem as certezas absolutas dos populistas", afirmou.
Questionado sobre as sondagens, que têm colocado o candidato apoiado por PSD e CDS-PP em quinto lugar, Moedas disse ser "a pessoa errada" para falar de estudos de opinião, salientando que estiveram sempre erradas nas suas eleições.
"Não acho que o eleitorado da AD está dividido. Eu penso que é muito claro para o eleitorado da AD aquilo que Luís Marques Mendes representa. Mas Luís Marques Mendes não é um candidato da AD, é apoiado pela AD. É um candidato que tem votos à esquerda e à direita, mas tem os votos do que é hoje o mais importante, que são os moderados", sublinhou.
Questionado se vai aproveitar este almoço para dar dicas a Marques Mendes sobre como fintar as sondagens, respondeu negativamente.
"Não, o Luís Marques Mendes é que me costuma dar dicas. Há muitos anos que me dá dicas e eu penso que os meus colegas aqui, Sintra de Cascais, também tem essa referência. É um homem que está sempre disponível", elogiou.
Moedas prometeu ainda voltar à campanha de Marques Mendes, que também marcou sempre presença nas suas.
Antes de entrarem para o almoço, Mendes quis apenas agradecer "o apoio destes três magníficos autarcas".
"Como eles tiveram um grande sucesso, eu espero inspirar-me também no sucesso deles", disse, depois de, antes em Cascais, ter prometido aproveitar este almoço para ouvir "os conselhos daqueles que tiveram sucesso".
Após este almoço, Luís Marques Mendes participa na reunião do Conselho de Estado convocada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para analisar a situação internacional, e em particular na Ucrânia, ao qual entretanto juntou a Venezuela.
A campanha do candidato apoiado por PSD e CDS-PP retoma pelas 20:30 com um jantar na Lousã, no distrito de Coimbra.
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