Ministro destaca "enorme potencial" dos Açores na investigação e inovação
- 09/01/2026
"Os Açores têm um enorme potencial [na inovação e investigação]. Posso dar por exemplo a área do espaço onde muito recentemente Portugal reforçou o investimento para a área do espaço com a sua participação na Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla inglesa)", disse o governante.
Fernando Alexandre recordou que "o Governo Regional dos Açores foi uma das entidades, com o Ministério da Defesa, com o Ministério da Economia, Ambiente e Energia e, obviamente, do Ministério da Ciência e Inovação, que participou e dá uma contribuição precisamente pelo papel que a região pode ter, e vai ter, na estratégia para o espaço em Portugal e na Europa a partir de Santa Maria".
O ministro falava após uma reunião que teve hoje com o Conselho de Reitores, na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada.
Além do centro espacial em Santa Maria, o contributo dos Açores será dado também "a partir de outras valências, muitas na Universidade dos Açores", que "serão cada vez mais importantes nesta área", de acordo com o governante.
Na ilha de Santa Maria irá funcionar o porto espacial dos Açores, o primeiro licenciado em Portugal, onde o consórcio que o vai explorar espera arrancar com o lançamento de voos orbitais para a colocação de satélites em 2027.
Portugal comprometeu-se a reforçar a sua participação na ESA, de que é Estado-membro há 25 anos, com 204,8 milhões de euros para o período 2026-2030, orçamento que contempla as infraestruturas para a aterragem do Space Rider.
Na reunião de hoje com o Conselho de Reitores das Universidades, o ministro da Educação, Ciência e Inovação discutiu a proposta de metodologia de avaliação estratégica para a definição dos domínios estratégicos e para a alocação orçamental no âmbito da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2).
Fernando Alexandre referiu neste âmbito que, em 2026, "o país terá que fazer escolhas e definir as prioridades para os domínios estratégicos, que serão definidas como prioritárias para a competitividade do país, sua resiliência e sustentabilidade".
O governante anunciou que vai ser avançado um orçamento para a investigação e a inovação a cinco anos, algo que não existia antes, sendo que o ministério pretende apresentar uma "proposta de metodologia para discussão durante o mês de fevereiro".
De acordo com Fernando Alexandre, a ciência e a investigação serão "cada vez mais importantes para responder aos grandes desafios que o país e a União Europeia enfrentam".
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