Marinha Grande queixa-se de ter quase 20% do território sem eletricidade

  • 14/02/2026

"A recuperação da rede elétrica tem sido uma preocupação prioritária", salientou a autarquia, em comunicado, já depois de na sexta-feira ter sido aprovada uma nota de repúdio na Assembleia Municipal contra a demora na reposição da energia.

 

De acordo com a nota, dos 334 postos de transformação existentes no concelho 20 permanecem sem abastecimento de energia, enquanto 22 geradores ligados pela E-Redes estão a funcionar.

A E-REDES informou hoje que na zona mais crítica, às 08:00, cerca de 19.000 clientes estavam sem energia e que no total do território continental o número ascendia a 31.000 clientes.

No balanço aos estragos da depressão Kristin, a Câmara da Marinha Grande estimou hoje que 95% do tecido empresarial do concelho foi afetado, além de danos em todo o tecido associativo do concelho e nos equipamentos desportivos e culturais.

Também contabilizou já 2.100 pedidos registados no balcão de apoio instalado pelo município.

As escolas do concelho foram sendo reabertas de forma faseada, após avaliações técnicas e intervenções de segurança realizadas nos últimos dias, mas dos 30 estabelecimentos de ensino.

No terreno, segundo a Câmara Municipal, andam 52 militares do Exército, 60 elementos da Marinha Portuguesa, 10 militares da Força Aérea, 190 agentes da PSP mobilizados na região, 22 elementos da GNR, além das equipas municipais e numerosos voluntários locais.

O município já recebeu cerca de 1.000 referenciações sociais, atualmente em acompanhamento pelos serviços municipais, sendo que as situações de maior fragilidade emocional estão a ser encaminhadas para o Projeto Manicómio, que garante resposta psicológica especializada.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Leia Também: Associação citrícola algarvia estima perda na produção entre 25 e 40%

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/pais/2939678/marinha-grande-queixa-se-de-ter-quase-20-do-territorio-sem-eletricidade#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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