Governo prevê que Hospital Central do Alentejo abra no final de 2027
- 06/02/2026
Esta previsão consta da resposta do gabinete da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, à pergunta que lhe foi dirigida, no início de janeiro, pelo deputado do PS eleito por Évora, Luís Dias, consultada hoje pela agência Lusa no 'site' do parlamento.
Assinalando que, para já, "não é possível indicar uma data definitiva" para o fim da obra, a tutela lembrou a prorrogação do contrato até 29 de agosto de 2026, que determina a elaboração de um novo plano de trabalhos", já com a data previsível.
Segundo o Ministério da Saúde, as prorrogações do contrato da empreitada resultaram de vários fatores, como as "dificuldades no arranque da obra, consignada a 30 de julho de 2021, com início efetivo em fevereiro de 2022".
A necessidade de ajustes no projeto original para melhor responder às atuais necessidades assistenciais e o cumprimento de normativos e aprovações técnicas posteriores ao lançamento do concurso foram os outros motivos apontados.
"Atualmente, a execução física da obra encontra-se em cerca de 75%. Caso sejam rapidamente resolvidas as alterações ao projeto em curso, prevê-se que a conclusão da construção ocorra até ao final de 2026", adiantou.
A tutela prevê que, após a conclusão da obra de construção do hospital, seja "necessário um período de aproximadamente seis meses para realização de testes a instalações e equipamentos, vistorias e licenciamento".
"Somente após esta fase poderá iniciar-se a transferência dos serviços do hospital atual para o novo edifício", referiu.
De acordo com o ministério de Ana Paula Martins, está previsto que "o início de funcionamento do novo HCA ocorra no último trimestre de 2027, de forma faseada, privilegiando inicialmente as áreas de ambulatório".
"A operacionalização do hospital dependerá ainda do avanço das obras de infraestrutura externa, rodovias, abastecimento de água, saneamento e ligação à rede elétrica, sob responsabilidade do município de Évora", salientou.
O gabinete da governante recordou que a responsabilidade pelos acessos e infraestruturas decorre do protocolo de cooperação assinado entre a câmara e o Governo em junho de 2023 e "revisto em 2024/2025", com reforço de financiamento por parte da tutela.
Na resposta ao parlamentar socialista, a tutela sublinhou que "os atrasos na obra não colocam em risco o financiamento comunitário", uma vez que "a 1.ª fase já está concluída e a 2.ª fase decorre dentro do prazo previsto".
A futura unidade hospital deverá ter 360 camas em quartos individuais - podem ser aumentadas até 487 -, 11 blocos operatórios, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro, entre outras valências.
Leia Também: Todas as unidades de saúde da Moita com a atividade regularizada















