Gouveia e Melo recebe um cavaquinho e ensaia cântico contra sondagens
- 09/01/2026
Ao início da tarde, antes de visitar a Sé de Braga e o respetivo museu, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada ouviu um pequeno grupo de jovens seus apoiantes a cantar "já só faltam nove dias para a vitória, para a vitória, para a vitória".
O almirante juntou-se logo a eles para cantar também cantar, mas introduzindo uma alteração na letra. "Já só faltam nove dias para acabar com as sondagens, com as sondagens, com as sondagens".
As sondagens, sobretudo um barómetro diário relativo às eleições presidenciais do próximo dia 18, têm sido muito contestadas pela direção de campanha de Gouveia e Melo.
No caso concreto desse barómetro, sustenta-se mesmo que as variações diárias no que respeita a intenções de voto entre os diferentes candidatos são "uma impossibilidade matemática". E Gouveia e Melo considerou, inclusivamente, que "há uma intencionalidade" nos números que estão a ser divulgados em alguns dos estudos de opinião.
No caminho entre a Sé e o café Vianna, o candidato presidencial esteve acompanhado pelo vereador da cidade Ricardo Silva, que nas últimas autárquicas concorreu pelo movimento "Amar Braga", que ficou em terceiro lugar.
Numa das ruas pedonais que percorreu, entrou numa loja de instrumentos musicais, "O som da Sé", onde recebeu de presente, com notória satisfação, um cavaquinho.
Na véspera, durante o jantar comício em Fafe, Gouveia e Melo tinha visado indiretamente o antigo Presidente da República Cavaco Silva, quando se referiu àqueles que se julgam fiéis depositários do "espírito" do fundador e primeiro líder do PPD, Francisco Sá Carneiro.
Uma referência que o almirante fez para assinalar que as prioridades de Sá Carneiro eram "país, partido e depois a própria pessoa", por esta ordem, mas que Cavaco Silva, na sua perspetiva, apoia agora um candidato presidencial que inverte as prioridades de Sá Carneiro.
Tal como aconteceu nas anteriores ações de rua, também desta vez Gouveia e Melo foi recebido no centro histórico de Braga com simpatia e sem qualquer hostilidade. Identificam-no muitas vezes como "o senhor das vacinas".
Uma senhora pediu-lhe para baixar as rendas. E o ex-chefe do Estado-Maior da Armada respondeu-lhe que, se for eleito Presidente da República, só poderá pressionar o Governo para governar bem. "Mas a habitação precisa de respostas urgentes", assumiu.
Já no café Vianna, Henrique Gouveia e Melo foi recebido por um rancho folclórico que lhe cantou três músicas, uma delas com uma letra improvisada de apoio à sua candidatura presidencial.
Já sentado numa mesa da esplanada do café, o almirante bebeu com visível gosto um chocolate quente. E, antes de partir para Aveiro, a próxima etapa, ofereceram-lhe uns pastéis chamados "biscainhos".
Encontrou também uma senhora que disse ser sua conterrânea. "Sou de Lourenço Marques [atual Maputo], disse-lhe. Gouveia e Melo cumprimentou a senhora, mas não esclareceu que ele tinha nascido em Quelimane, no norte de Moçambique, e não na atual Maputo.
Um dos lemas da candidatura de Gouveia e Melo nesta campanha é "unir os portugueses". Hoje, esticou dois cachecóis de futebol, um do Sporting de Braga e outro do Vitória de Guimarães, dois clubes do Minho que são rivais e que se vão defrontar no sábado, em Leiria, na final da Taça da Liga.
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