Falhas no INEM. "Seremos sempre muito transparentes neste processo"
- 08/01/2026
O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, garantiu, que o instituto será "transparente" na averiguação das responsabilidades dos casos que vieram a público nas últimas horas e que dão conta de atrasos no socorro de doentes.
"A última vez, por motivos de greve, em que houve esta falha no INEM, essas averiguações foram feitas e depois foi-se concluindo, em algumas alturas que não havia uma responsabilidade direta do INEM nessas situações. Nós seremos sempre muito transparentes neste processo. Seremos muito claros quanto aquilo que se passou. Em relação aquilo que são os tempos que foram as diferentes ambulâncias e viaturas com médicos envolvidas. Não haverá aqui qualquer ocultação por parte do INEM", assegurou o responsável aos jornalistas, depois de ter estado reunido com a Liga dos Bombeiros.
Para Mendes Cabral, o encontro foi "bastante profícuo". A Liga disponibilizou mais meios na Margem Sul do Tejo. "Vai haver um reforço permanente de vários meios e em vários locais e estivemos a discutir em que locais há essa necessidade de reforço", revelou, acrescentando que "o INEM o que pretende é garantir os tempos de resposta necessários à população, dentro daquilo que foi definido em termos de prioridades".
Segundo o responsável, os constrangimentos acontecem principalmente "na Área Metropolitana de Lisboa e na Margem Sul. E é aqui será feiro "o reforço inicial".
Recorde-se que, depois de um idoso ter morrido no Seixal, após 3h à espera de socorro, foi noticiado outros dois casos idênticos. Um em Quinta do Conde, Setúbal, e outro em Tavira.
Na Quinta do Conde foi uma idosa com cerca de 70 anos de idade que morreu na tarde de quarta-feira, 7 de janeiro, após sofrer uma paragem cardiorrespiratória. O socorro demorou 40 minutos a chegar ao local.
Já em Tavira, foi um homem de 68 anos que morreu, também na quarta-feira, em Tavira, depois de ter estado mais de uma hora a aguardar por meios de socorro.
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