Diddy pediu perdão a Trump, mas críticas tramaram-no: "Querem ver carta?"
- 08/01/2026
Sean Combs escreveu uma carta a Donald Trump a pedir perdão presidencial, pedido esse que a que o chefe de Estados dos EUA não está a pensar dar 'luz verde'. A revelação foi feita pelo próprio Trump, numa entrevista dada à publicação The New York Times, na quarta-feira.
Os detalhes sobre este pedido não são conhecidos, mas Trump não fechou a revelar mais pormenores. É que, quando foi questionado sobre quando é que o compositor, condenado a mais de quatro anos de prisão, lhe enviou o pedido, o presidente dos Estados Unidos respondeu: "Gostariam de ver a carta?"
A publicação questionou, esta quinta-feira, a Casa Branca sobre se poderia obter uma cópia desta missiva ou algumas descrições do seu conteúdo, mas os jornalistas foram remetidos para os comentários de Trump.
Também os advogados do produtor musical foram confrontados sobre o assunto, mas não responderam ao pedido de confirmação.
Já em outubro, Trump tinha referido à CNN Internacional que o rapper tinha pedido este indulto, apesar de não ter dado muitos detalhes ou abrir o jogo e a possibilidade para que o conteúdo fosse conhecido.
Mas qual era a relação entre Trump e P. Diddy?
Trump e Sean Combs, também tratado como P. Diddy ou simplesmente Diddy, conheciam-se socialmente antes de Trump concorrer à presidência dos EUA. O chefe de Estado norte-americano já tinha sugerido, no entanto, que a relação entre os dois 'azedou' após P. Diddy ter criticado o seu primeiro mandato como presidente, que aconteceu entre 2017 e 2021.
"Eu era muito amigável com ele. Dava-me muito bem com ele e ele parecia ser um tipo porreiro", referiu Trump à emissora Newsmax ainda o ano passado, numa declaração em que acrescentou: "Eu não o conhecia bem. Mas quando me candidatei ao cargo, ele foi muito hostil."
Ainda quanto a Sean Combs, Trump justificou que as críticas feitas pelo músico "tornam um indulto bem mais difícil de acontecer."
Diddy tem um não, mas não está sozinho
Na mesma entrevista, Trump indicou que Diddy não estava sozinho na lista de pessoas que deveriam levar um não como resposta face a um pedido de indulto. Questionado sobre algumas pessoas em particular, Trump referiu que Nicolás Maduro - que enfrenta acusações de narcoterrorismo nos EUA após a sua "captura" no fim de semana - era uma das pessoas que não seria perdoada face a um pedido de indulto.
A mesma resposta surgiu para o caso de Robert Menendez, um antigo senador de Nova Jérsia considerado culpado, em 2024, após acusações de ter trocado a sua influência política por ouro, dinheiro e um carro, assim como para Sam Bankman-Fried, o fundador da plataforma de criptomoedas FTX, condenado em 2023 por roubar milhares de milhões de dólares a clientes.
Trump foi ainda questionado acerca de um possível perdão a Derek Chauvin, o antigo agente que foi acusado da morte de George Floyd, um caso que se tornou símbolo da luta pelos direitos civis no país - e que atravessou fronteiras. O caso remonta a 2020, quando durante uma detenção o agente Chauvin pressionou o seu joelho sobre o pescoço de Floyd, durante quase dez minutos, sufocando-o. Quando a este possível perdão, Trump disse: "Nunca mo pediram."
Note-se que, em dezembro, Trump perdoou o antigo presidente das Honduras, Juan Orlando Hernández. Hernández, chefe de Estado hondurenho de 2014 a 2022, cumpria uma pena de 45 anos nos EUA por tráfico de drogas. Em 2024, foi considerado culpado por ter ajudado no envio de centenas de toneladas de cocaína para os Estados Unidos.
















