Decisão do julgamento de Marine Le Pen agendada para 7 de julho
- 11/02/2026
O Ministério Público requereu a inibição do exercício de cargos durante cinco anos para Marine Le Pen, o que põe em causa a sua intenção de, pela quarta vez, se candidatar às eleições presidenciais em França.
"Quanto mais cedo fosse proferida a decisão, melhor me sentiria", confidenciou Le Pen a alguns jornalistas após a audição, realizada no Tribunal de Segunda Instância de Paris.
Poucos minutos antes, um dos seus advogados, Rodolphe Bosselut, tinha avisado o tribunal: "Aqui está ela, em vésperas de umas eleições fundamentais para o país (...). Mas estas eleições presidenciais tornam a sentença que terão de proferir ainda mais assustadora".
Em primeira instância, a figura de proa da extrema-direita francesa foi condenada a dois anos de prisão domiciliária com pulseira eletrónica e a uma inibição de exercício de cargos públicos de cinco anos, com efeitos imediatos, o que a impediu até agora de se apresentar como candidata à presidência.
Le Pen é acusada - juntamente com outros dez dirigentes do partido União Nacional (RN, na sigla em francês), que na altura se chamava Frente Nacional - de contratar assistentes parlamentares para os eurodeputados do partido, pagos com fundos europeus, mas cujo trabalho alegadamente beneficiava apenas o partido.
Marine Le Pen já indicou que decidirá sobre uma quarta candidatura à chefia do Estado francês assim que a decisão do recurso for anunciada, sem esperar por uma eventual decisão do Tribunal de Cassação, a mais alta instância judicial do país.
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