Cerca de 218 mil eleitores inscreveram-se no voto antecipado
- 09/01/2026
Os dados enviados à Lusa indicam que, até às 23:59 de quinta-feira, inscreveram-se 218.481 eleitores na modalidade de voto antecipado em mobilidade e os distritos com maior número de inscritos são Lisboa (67.168), seguido do Porto (35.016), Setúbal (18.276), Braga (11.882), Aveiro (11.368) e Coimbra (11.003).
As inscrições para o voto antecipado em mobilidade para as presidenciais de 18 de janeiro começaram no domingo e terminaram na quinta-feira, podendo apenas fazer este registo os eleitores recenseados em Portugal.
Para o fazer, o eleitor teve de comunicar a sua intenção através da Internet, em www.votoantecipado.pt, ou por via postal, no qual deve constar a mesa de voto antecipado em mobilidade onde pretende exercer o direito de voto, além dos dados de identificação.
O voto em mobilidade realiza-se no domingo, uma semana antes das eleições, num local escolhido pelo eleitor em qualquer município do continente ou das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, devendo identificar-se e indicar a freguesia onde está recenseado.
Caso o eleitor se inscreva para votar antecipadamente em mobilidade e não consiga fazê-lo, pode votar no dia da eleição na assembleia ou secção de voto onde se encontra recenseados.
A primeira vez em que houve mesas de voto antecipado em todos os concelhos do país foi nas presidenciais de janeiro de 2021, em plena pandemia de covid-19 em Portugal. Naquela altura, inscreveram-se para votar antecipadamente em mobilidade 246.922 eleitores.
Os doentes internados e os presos já exerceram o seu direito de voto, entre 05 e 08 de janeiro, para as presidenciais e, segundo a SGMAI, estavam inscritos para votar antecipadamente 684 doentes e 2.762 reclusos.
Cerca de 11 milhões de eleitores residentes em Portugal e no estrangeiro estão recenseados para votar nas presidenciais de 18 de janeiro, concorrendo a estas eleições 11 candidatos, um número recorde.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
O vencedor deste sufrágio vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o seu mandato em março.
Caso nenhum dos candidatos tenha maioria absoluta, haverá uma segunda volta em 08 de fevereiro, à qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados.
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