Bruxelas condena violência contra manifestantes no Irão
- 09/01/2026
O executivo comunitário está a "acompanhar de perto" a situação no Irão e manifesta a sua preocupação relativamente ao "número crescente de mortos e feridos", disse o porta-voz para os Assuntos Externos e Política de Segurança, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, em Bruxelas.
"Repudiamos qualquer violência contra manifestantes pacíficos. O povo do Irão está a expressar a sua aspiração legítima a uma vida melhor. Qualquer violência contra manifestantes pacíficos é inaceitável", afirmou.
O porta-voz instou as autoridades iranianas a garantirem "o direito à liberdade de expressão e à liberdade de reunião pacífica" e a "restabelecerem o acesso à Internet para todos".
Numa publicação na rede social X, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, também condenou as violências contra os manifestantes, afirmando que os iranianos estão a "lutar pelo seu futuro" e, ao "ignorar as suas justas reivindicações, o regime está a mostrar as suas verdadeiras cores".
"Imagens de Teerão revelam uma resposta desproporcional das forças de segurança. Qualquer violência contra manifestantes pacíficos é inaceitável", lê-se na publicação da Alta Representante da UE para a Política Externa e de Segurança.
Kaja Kallas acrescenta ainda que "cortar o acesso à Internet enquanto se reprime de forma violenta manifestações, revela um regime assustado com o seu próprio povo".
Uma organização não-governamental (ONG) indicou na quinta-feira que pelo menos 45 manifestantes morreram desde o início dos protestos no Irão, no final do mês passado.
De acordo com um novo balanço da Iran Human Rights, oito menores foram contados entre as vítimas mortais.
Quarta-feira foi o dia mais mortífero desde o início das manifestações, com 13 mortos, num movimento de protesto que dura há 12 dias e tem sido marcado por confrontos em várias cidades do país.
As autoridades iranianas e os meios de comunicação estatais reportaram, por seu lado, pelo menos 21 mortos desde o início dos protestos, incluindo membros das forças de segurança, segundo uma contagem da agência de notícias France-Presse.
Entretanto, a Internet foi desligada em todo o Irão neste 12.º dia de protestos contra o Governo, referiu uma ONG citada pela agência de notícias France-Presse.
Leia Também: Líder supremo do Irão acusa manifestantes de querer agradar a Trump















